Apontada como a melhor entidade privada de apoio ao menor abandonado pelo Juizado de Menores do Recife (PE), a Fundação de Assistência ao Menor (FAM), criada em 1961 pelo Clube de Diretores Lojistas (CDL) da capital pernambucana, patrocina ensino básico de 1o. grau e 12 cursos profissionalizantes, fornece alimentação e assistência médica a 450 crianças carentes. A Fundação tem estrutura para 1.500 crianças. Ali só são atendidas crianças de seis a 12 anos, porque, segundo o presidente da entidade, o comerciante Ivo Pires, até essa idade ainda é possível impor disciplina. Para fazer as cinco refeições diárias, os menores são obrigados a frequentar as aulas ou o curso escolhido. Os menores são pagos. Eles recebem em média de US$10 a US$12 por mês pela produção. Aos 16 anos, deixam a FAM com um emprego garantido ou uma atividade autônoma financiada pela instituição, que funciona em regime de semi-internato, das sete às 17 horas. A maioria mora nas favelas próximas e os mais carentes também levam para casa alimento para os pais e irmãos. Segundo Ivo Pires, se os 532 CDLs do Brasil agissem da mesma forma, 200 mil menores não chegariam às ruas (O ESP).