A partir do próximo dia 1o. de setembro, o Brasil interrompe o pagamento das prestações de cerca de US$2 bilhões que pretende renegociar com o Clube de Paris. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, enviou comunicado ao presidente do Clube, Jean-Claude Trichet, colocando o governo brasileiro à disposição dos países credores para o início das negociações. Segundo o Banco Central, a maior parte da dívida a ser renegociada foi contratada até março de 1983 e, por força de acordo com o Clube, está sujeita a renegociação. As dívidas posteriores, a maior parte delas já renegociadas, e as do setor privado continuarão a ser pagas normalmente. Será a quinta renegociação com o Clube de Paris envolvendo as dívidas contraídas até março de 1983. Na fase anterior, conluída em fevereiro de 1992, foram renegociados US$12,8 bilhões em 20 anos. O início da negociação da fase cinco depende do fechamento de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O regulamento do Clube obriga que cada fase de renegociações seja coincidente com o período de validade de um acordo com o FMI. No próximo dia 31, termina a vigência do acordo firmado com o FMI em janeiro de 1992 (O ESP).