A Central Única dos Trabalhadores (CUT) não vai fazer oposição ao governo Itamar Franco, mas vai se opor a qualquer "política nociva aos interesses do trabalhador", disse o presidente da entidade, Jair Meneguelli. A decisão foi tomada ontem, no encerramento da 6a. Reunião Plenária Nacional da CUT, em São Paulo. Hoje a central completa 10 anos. Se no ano que vem o Lula for eleito, nós não seremos situação, disse Meneguelli para justificar a decisão, referindo-se à possibilidade de eleição do candidato petista Luís Inácio Lula da Silva. Os 349 delegados presentes decidiram também, por voto, sistematizar a participação da central nas câmaras setoriais. Até o momento, só alguns sindicatos participavam das reuniões. A central manteve a decisão de não voltar às negociações da Agenda Brasil. "Não quer dizer que não vamos negociar com os ministérios assuntos do nosso interesse", disse Meneguelli. A plenária votou contra a revisão constitucional e estabeleceu calendário de manifestações a partir de setembro. Ficou definido o "encaminhamento" de greve geral, "se permanecer a deterioração" da política econômica, disse Meneguelli (FSP).