O ministro do Exército, general Zenildo de Lucena, 63 anos, admite que há setores interessados num golpe, mas afirma que o tema não tem ressonância nas Forças Armadas. "Das Forças Armadas não partirá nenhum movimento para derrubar o atual governo", declarou. O ministro admite a possibilidade de grupos estrangeiros terem interesse num golpe militar. "O interesse pode até ser de setores internacionais. Mas não há nenhuma comprovação disso". Segundo o ministro, o risco de internacionalização da Amazônia deve ser levado em conta. Até para evitar surpresas nessa área, ele defende a volta de um serviço de informações. O ministro comparou a questão yanomami ao separatismo da Bósnia. Segundo ele, no futuro os índios podem querer independência para o seu território. Naquela reserva há "área demais para pouco índio", disse (FSP).