GOVERNO DESTRÓI 224 TONELADAS DE ALIMENTOS

O governo vai destruir 224 toneladas de alimentos que apodreceram por má administração. Esses produtos-- arroz, feijão, milho e trigo-- seriam suficientes para encher 10 carretas. Cerca de 70 mil toneladas de feijão da safra 1991/92 do Sul também poderão ser perdidos-- é o feijão que os produtores estocaram com empréstimos oficiais esperando que o governo faça a compra. Outras duas mil toneladas de arroz e farinha de mandioca correm risco de apodrecimento. O arroz está armazenado em Uruguaiana (RS). Os alimentos que estão sendo queimados estavam estocados em Tocantins, Goiás, Pará, Maranhão, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O presidente da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), Antônio Domingues, classificou a queima de "espetáculo grotesco mas transparente" (FSP).