PETROBRÁS E AUTOLATINA SÃO AS MAIORES

As 500 maiores empresas brasileiras faturaram 8,4% mais em 1992 que em 1991 e viram seu patrimônio líquido aumentar 0,7%. Este é o resultado da pesquisa "Maiores e Melhores 1993", da revista "Exame", a ser divulgada hoje. A Autolatina Brasil foi considerada a maior empresa privada em operação no país e entre as estatais continua liderando a PETROBRÁS. O faturamento médio das empresas cresceu depois de oito anos de queda-- 7,1% em 1991 e 21,6% em 1990. A rentabilidade foi menor que os 5,1% de 1990, mas compensou os 2% negativos do ano seguinte. O "ranking" entre as empresas privadas é o seguinte: Autolatina Brasil (faturamento de US$5,2 bilhões), Souza Cruz (US$3,6 bilhões), Shell (US$3,5 bilhões), General Motors (US$2,4 bilhões), VARIG (US$2,1 bilhões), Esso (US$2,1 bilhões), C.R. Almeida (US$2 bilhões), Fiat Automóveis (US$2 bilhões), Carrefour (US$1,9 bilhão) e Texaco (US$1,9 bilhão). Entre as estatais: PETROBRÁS (US$14,2 bilhões), Petrobrás Distribuidora (BR) (US$5,7 bilhões) e ELETROPAULO (US$3,1 bilhões). De acordo com a publicação, nos últimos 20 anos as 500 maiores empresas privadas do país criaram apenas 234 mil novos postos de trabalho. Ou seja, ao longo de duas décadas, cada empresa criou, em média, 468 empregos. O número de funcionários empregados pelas 500 maiores subiu de 1.354.562 em 1973 para 1.588.758 no ano passado (O ESP) (JB).