Embora os órgãos públicos não reconheçam oficialmente, existem no Estado do Rio de Janeiro mais de 136 mil trabalhadores-- de diversos setores-- sofrendo de alguma doença causada pela atividade que desempenham. Entre as 10 categorias estudadas pelas seis principais entidades da área, a dos telefônicos é a que apresenta o maior percentual de profissionais afetados. De um total de 1.200 "cabistas" (operários responsáveis pela manutenção dos cabos telefônicos), cerca de 520 sofrem de intoxicação por chumbo (material usado nas "luvas" que envolvem as emendas dos fios). Além dos telefônicos, também sofrem com as chamadas "doenças do trabalho" os metalúrgicos (principalmente os da área naval), bancários, digitadores e operários da indústria química, entre outras categorias. A denúncia foi feita pelo presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembléia Legislativa, deputado Carlos Minc (PT), e confirmada por vários sindicatos (JB).