CIENTISTAS PROCURAM PROTEÇÃO DO INPI

Em 1972, as universidades brasileiras, os institutos de pesquisas e os centros tecnológicos das empresas estatais, considerados em conjunto, depositaram apenas oito pedidos de patentes no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Em 1992, essas instituições, de acordo com dados ainda não finalizados do INPI, entraram com 62 pedidos de registro de patentes no Instituto. Se, em parte, esses números contêm indicações sobre o aumento da produção de pesquisas no país, eles mais claramente refletem uma preocupação crescente dos cientistas brasileiros-- apoiados pelas instituições a que estão vinculados-- com a proteção de seus conhecimentos e descobertas científicas através de patentes. A nossa estratégia agora é difundir a cultura de patentes na
75418 instituição, oferecendo análise mercadológica mais séria para as
75418 tecnologias e advertindo os pesquisadores para o risco de publicação do
75418 trabalho antes de ser feito o depósito do pedido de patente (o que implica
75418 perda do direito de proteção), anuncia Maria Celeste Emerick, coordenadora de Gestão Tecnológica da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). A Fundação, que só registrou sua primeira patente em 1988, hoje tem 20 patentes depositadas no INPI, das quais três estão registradas também no exterior e guarda seis pedidos na gaveta, à espera do novo código de propriedade industrial (GM).