O TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES

O tráfico de animais silvestres na Baixada Fluminense só perde atualmente, em volume de recursos, para o tráfico de drogas e o jogo do bicho. Este tipo de comércio também cresceu muito no exterior-- segundo a revista norte-americana "Time", o tráfico de animais silvestres em todo o mundo é de US$10 bilhões por ano, perdendo apenas para as cifras movimentadas pelo tráfico de drogas e de armas. Um relatório da organização não-governamental Defensores da Terra mostra que há no Estado do Rio de Janeiro cerca de 800 feiras livres, onde são vendidas mais de 100 espécies de animais. Só na de Duque de Caxias, a maior, pelo menos dois mil animais são vendidos a cada domingo. Até 1987, cerca de 10 mil animais eram vendidos a cada final de semana, mas depois que este "negócio" foi considerado crime inafiançável, o volume caiu. A comercialização de animais silvestres no Rio é considerada, em quantidade, a maior do mundo, competindo apenas com Amsterdã, na Holanda, onde estão os grandes corretores internacionais. Cerca de 140 mil animais são capturados por mês. Desses, no entanto, mais de 70% morrem durante a captura, no transporte, nos depósitos ou no primeiro dia da feira. Segundo o relatório, de 5% a 10% dos animais capturados conseguem sobreviver. Quase todos os animais pertencem ao grupo de aves ornamentais, incluido-se aí as migratórias e em perigo de extinção. Na rota internacional, segundo o relatório, a empresa aérea alemã Lufthansa é responsável pelo transporte de grandes quantidades de animais (JB).