Os argentinos estão cada vez mais reticentes à formação do MERCOSUL. O motivo é o superávit brasileiro cada vez maior nas relações comerciais enter os dois países, fato que incomoda economistas e empresários da Argentina. Segundo Roberto Teixeira da Costa, presidente da Brasilpar Serviços Financeiros e do Conselho dos Empresários da América Latina (CEAL), será necessário um grande esforço por parte do Itamaraty para reverter esse quadro. Em reunião realizada na semana passada entre membros do CEAL e o embaixador Rubens Barbosa ficou definido, por exemplo, que o Brasil não pode forçar a situação. A avaliação é que a pressão não pode ser muito forte, pois as
75404 penalidades argentinas atingiram só 10% das exportações brasileiras até
75404 agora, contou Teixeira da Costa. Foram taxados, entre outros, produtos brasileiros dos setores têxtil, eletrodomésticos de linha branca e papel e celulose (JB).