O estoque da dívida pública mobiliária federal será reduzido de US$6 bilhões a US$7 bilhões com a transferência da dívida externa da contabilidade do Banco Central para o Tesouro Nacional. Esta é a conta que técnicos do governo fazem para medir a economia de custo que representará a substituição de papéis que pagam, em média 18% de juro real ao ano na carteira do BC por bônus da dívida externa, com juro entre 5% e 6% ao ano. A primeira etapa da transferência deve se dar até 30 de novembro, conforme acertado com os bancos credores internacionais, e envolverá US$31,7 bilhões. O Brasil espera trocar até aquela data sua dívida externa velha por novos bônus de 30 anos de prazo. A segunda etapa ocorrerá até dois de janeiro de 1994, quando US$12,8 bilhões da dívida reestruturada com o Clube de Paris passarão também para o Tesouro Nacional (GM).