Grande Belém, a maior região metropolitana da Amazônia, é a campeã nacional de ocupações urbanas. Não escapam áreas verdes, terrenos ociosos ou mesmo imóveis construídos pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), do governo federal. Dados da CEF (Caixa Econômica Federal) e da COHAB (Companhia de Habitação) do Pará apontam que quase a metade do 1,3 milhão de habitantes da Grande Belém vive em terrenos ou imóveis ocupados. Segundo o presidente da COHAB, José Cezário Barros, o aumento das ocupações em Belém está diretamente relacionado com os efeitos mais graves que a crise econômica produz no interior do estado. É de onde ele aponta que veio boa parte das 130 mil famílias dos terrenos ocupados e desapropriados em Belém e no município vizinho de Ananindeua. Os números da ocupação são: -- na Grande Belém seis mil famílias moram na maior ocupação horizontal contínua do país-- o Paar, em Ananindeua. -- A CEF tem 36.543 casas concluídas mas sem compradores. Em Belém, há cerca de cinco mil imóveis sem compradores. -- No Pará são 3.881 os imóveis ocupados para uma população de 5.181.570 habitantes (3.500 estão na Grande Belém) (FSP).