Os grupos de militares da reserva pretendem lançar candidatos a deputado federal, estadual e senador em todos os estados nas eleições de 1994. A idéia foi proposta ontem pela maioria dos 11 grupos que se reuniram no Clube Militar, no Rio de Janeiro (capital). Por acreditarem que os partidos estão desgastados, os grupos querem unificar sua atuação, mas sem se transformarem em legenda. Eles discutiram também a candidatura do ex- comandante-geral do Ar Ivan Moacyr da Frota à Presidência da República. Ficou acertado que eles formarão uma comissão com representantes de todos os 21 grupos de militares e civis existentes. Os participantes da reunião avaliaram que a situação social hoje é pior do que em 1964, mas o deputado federal Jair Bolsonaro (PDC-RJ)-- que já pregou o fechamento do Congresso Nacional-- disse que nada do que foi tratado na reunião poderia causar sobressalto à nação, referindo-se à possibilidade de golpe. Já o vereador Wilson Leite Passos (PPR)-- líder do prefeito César Maia na Câmara Municipal--, que pertence ao grupo Independente, defendeu a tomada do poder pelas Forçar Armadas se a "médio prazo" os problemas sociais do país não forem resolvidos. "Nossos grupos precisam ir organizando quadros para poderem assumir e salvar o país", disse. Bolsonaro disse que é muito difícil mudar o país, porque "o Congresso está podre". Ele previu que o caos se instalará no Brasil se Luís Inácio Lula da Silva (PT) for eleito presidente (O Globo) (O ESP) (JC) (FSP).