Os monopólios da União nas áreas de telecomunicações e petróleo deverão ser mantidos na revisão constitucional. A tendência da maioria dos parlamentares que responderam à pesquisa do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) é a de privatizar alguns setores, mas mantendo o controle dessas atividades nas mãos do Estado. A pesquisa do DIAP foi publicada no livro "A Cabeça do Congresso", lançado esta semana, que traça um perfil político e ideológico minucioso dos parlamentares que participarão da reforma. Alguns dados do livro são: 56% se declararam social-democratas; 3% se dizem de direita; 43% apóiam a reeleição do presidente; 55% apóiam medidas provisórias com maior rigor; 57% querem o voto distrital misto; 42% querem manter o atual conceito de empresa nacional; 40% consideram útil o monopólio do petróleo; 40% querem abertura no monopólio do petróleo; 45% apóiam a manutenção da aposentadoria por tempo de serviço; 41% querem manter a unicidade sindical; 41% querem acabar com a unicidade sindical; 46% apóiam o direito de greve preservando serviços essenciais; e 46% querem manter a estabilidade do funcionalismo público (O ESP).