DOSSIÊ DE LÍDER ACUSA COLEGAS DE ASSOCIAÇÃO

O líder comunitário Joaci Rodrigues da Silva, assassinado a tiros no último dia 14, pode ter sido traído pelos companheiros da Associação de Moradores do Rio da Prata, em Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro (capital). Num dossiê, escrito por Joaci e divulgado ontem pelo deputado estadual Paulo Banana (PT), o líder assinala que o sargento reformado da Polícia Militar Sebastião Alves da Motta, o Tião, chefe de um grupo paramilitar local, um ex-presidiário conhecido como José Carlos ou Luiz Carlos e a própria presidente da associação, Rosimar Abreu de Miranda, estariam interessados em sua morte. Sebastião chegou a trabalhar como guarda-costas de Joaci, mas há alguns meses os dois vinham divergindo. Tião dizia ser seu um terreno onde Joaci queria assentar 60 famílias (O Globo).