Preocupados com os rumos da integração econômica entre os quatro países que formam o MERCOSUL, os industriais paraguaios fizeram um diagnóstico do próprio setor. As conclusões desse trabalho, que levanda uma série de problemas da produção, foram apresentados no último dia 11 ao novo presidente do país, Juan Carlos Wasmosy. Os industriais dizem que não são contra a integração regional pretendida pelo MERCOSUL, mas vêm intensificando seu "lobby" junto ao governo para que se retire das negociações se o Brasil não reduzir a inflação e controlar a economia, e se a Argentina não eliminar as barreiras tarifárias que vêm sendo estabelecidas, como a taxa de estatística que incide sobre as importações e foi elevada de 3% para 10%, e o fim das cotas de importação sobre têxteis, entre outras. O estudo sugere uma série de medidas que deverão ser adotadas para elevar a competitividade do incipiente segmento produtivo. As metas foram traçadas levando-se em consideração o quinquênio 1993/98, período de governo de Wasmosy e durante o qual se prevê um aumento do PIB do setor de 7% anual comulativo (GM).