SECRETÁRIO NEGA QUE PROGRAMA VÁ SER REDUZIDO

O secretário-geral do Ministério da Saúde, José Alberto Hermógenes, divulgou nota oficial ontem afirmando que em nenhum momento o Ministério da Saúde pretendeu reduzir o Programa de Controle da AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida). Há três dias, porém, ele havia afirmado que apesar da gravidade da doença, a campanha publicitária, que começa na semana que vem, não era prioritária diante de outras questões mais sérias, como a incidência de dengue, da doença de Chagas e do reaparelhamento dos bancos de sangue. A nota assinala qie "considera-se como de fundamental importância campanhas que esclareçam a população sobre a doença. A reflexão que tem que ser feita e com relação ao custo de uma campanha criada e produzida por agências de publicidade, cujo montante representaria mais em recursos do que alguns programas do Ministério dispõem para todo o ano de 1987". A campanha publicitária previa inicialmente investimento de Cz$82 milhões, e foi reduzida depois para Cz$12 milhões (O Globo).