Desaparecido desde a decretação de sua prisão preventiva, no início de julho, PC Farias fugiu do país entre os dias 15 e 20 daquele mês, usando o pseudônimo Pablo Cavalcanti (seu nome inteiro é Paulo César Cavalcanti Farias), num jatinho de prefixo ZP-TST. Segundo o jornal paraguaio "ABC- Color", PC, acompanhado do sócio e piloto Jorge Bandeira e de dois paraguaios, esteve em Assunção no dia 20 de julho e de lá seguiu para Mendoza, na Argentina, usando passaporte no. 84.190 e tomando rumo ignorado a partir daí. O delegado Romeu Tuma, vice-presidente da Interpol, disse em Assunção que a entidade dispunha das mesmas informações do "ABC-Color". Ele entrou em contato com autoridades argentinas pedindo investigações sobre o destino de PC. A PF passou a acompanhar os passos de PC depois de ter sido informada de que ele estava numa fazenda, em Pernambuco, de propriedade de dois empresários-- um alagoano, outro pernambucano. Os dois já foram identificados, mas a polícia não divulgou seus nomes. O Piloto Jorge Bandeira escondeu-se sob o nome de Jorge Tenório. Seu nome inteiro é Jorge Waldério Tenório Bandeira de Melo. A Procuradoria da República entrou com pedido de cassação da liminar de habeas-corpus de Rosinete Melanias e Ricardo Campos, funcionários de PC Farias detidos por acusação de sonegação fiscal e libertados no último dia 12. A procuradora Julieta Cavalcanti de Albuquerque recorreu à decisão do juiz Tourinho Neto, da 3a. Turma do Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília (DF), com um pedido de agravo regimental. Se o recurso for acatado, Rose e Campos voltarão para a cadeia nos próximos dias (O Globo) (JB).