O tenente Marcelo Ferreira Cortes, um dos acusados de ter participado da matança da Candelária, incriminou ontem o soldado Nilton de Oliveira, do 5o. BPM (Harmonia), o serralheiro Jurandir Gomes França-- cunhado de Nilton--, o soldado Marcos Vinícius Emmanuel, dois policiais militares, do 16o. BPM (Olaria) e do 23o. BPM (Leblon), e um detetive da Polícia Civil. Cortes, em depoimento detalhado de duas horas prestado à juíza Maria Lúcia Capibaribe, do II Tribunal do Júri, contou onde estava e o que fazia na noite que antecedeu a matança da Candelária, na madrugada do dia 23, quando foram mortas oito crianças e adolescentes. A juíza negou ontem o pedido de revogação da prisão preventiva de Jurandir e do tenente Cortes, feito pelos advogados dos dois acusados no final da sessão. Eles alegaram que os réus possuem bons antecedentes e residência fixa, mas Maria Lúcia não acatou o argumento dos advogados (JB).