Os ecologistas da Amazônia estão preocupados com a execução do projeto de segurança de fronteiras, aprovado pelo Conselho de Defesa Nacional. Eles acreditam que o plano de ocupação dos espaços vazios da região deve ser discutido com as pessoas envolvidas com a cultura indígena e preservação da floresta, o que não foi feito até agora. "Não fomos comunicados sobre a real intenção do governo federal", critica o diretor do Movimento Tudo Selva, Marcelo Agnes Dourt, que não acredita que a Amazônia corra riscos. Esse discurso precisa ser provado, afirmou. Para Miguel Feeney, coordenador do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) na Amazônia e em Roraima, a retomada do Projeto Calha Norte é um retrocesso. "As entidades que trabalham com a preservação da cultura indígena não foram ouvidas, e isso pode ser um demonstrativo de como será esse reforço na ocupação de fronteiras", afirma. Cerca de 170 mil índios ocupam as imediações das fronteiras (O ESP).