EUA DIVULGAM NOTA SOBRE PRESENÇA MILITAR NA AMAZÔNIA

A Embaixada dos EUA divulgou ontem uma nota em que as autoridades se mostram "perplexas" com as "declarações prestadas durante reunião da Comissão de Defesa Nacional (da Câmara dos Deputados) sobre as atividades das Forças Armadas norte-americanas na região". A embaixada afirma que "as informações são incorretas" e que "os EUA mantêm relações amigáveis com todos os países da região". A irritação do governo norte-americano relaciona-se com os comentários veiculados pela imprensa brasileira nos últimos dias, de que os EUA representam um perigo nas fronteiras com a Amazônia, sobretudo com suas tropas na Guiana e com seus esforços para deter o narcotráfico. "Estamos empenhados em ações cooperativas com todos os países, tanto multilateral como bilateralmente. Essa cooperação, por certo, é também extensiva às Forças Armadas desses países amigos, incluindo esforços para deter o narcotráfico. Já nos colocamos, no passado, à disposição das autoridades brasileiras para oferecer detalhes sobre essas atividades. As iniciativas para retratar essa cooperação como alguma coisa ameaçadora para o Brasil são totalmente errôneas", diz o comunicado da Embaixada, assinado pelo embaixador Richard Melton. Não há nada a comentar, porque não existe nada que se possa considerar
75248 fora do normal, disse o porta-voz do Itamaraty, Luiz Fernando Benedini, a respeito da nota da Embaixada dos EUA. O Itamaraty recebeu garantias do embaixador colombiano, Guillermo Alberto Gonzalez, de que não há bases nem manobras militares dos EUA em seu país. O embaixador da Bolívia, Angel Zannier Claros, também desmentiu que existam bases norte-americanas em território boliviano. O embaixador da Venezuela, Sebastián Alegrett, disse que "não tem fundamento a especulação da imprensa" sobre manobras militares dos EUA na região, que estariam ameaçando a soberania dos países. Para uma fonte do Itamaraty, os militares "estão acendendo a fogueira contra os EUA", mas sem motivo, porque o Itamaraty tem recebido com "grande antecedência" a notificação da Embaixada norte-americana, quando as Forças Armadas daquele país realizam manobras em países limítrofes, como foi o caso da Guiana, recentemente (GM) (O ESP).