BALANÇA COMERCIAL TENDE AO EQUILÍBRIO

O comércio entre os quatro países do MERCOSUL aumentará este ano para US$8 bilhões, depois dos US$6 bilhões registrados em 1992, prognosticou ontem o chanceler da Argentina, Guido Di Tella. Isso representa um aumento de 2005 no intercâmbio regional depois da criação do Mercado Comum do Cone Sul, em março de 1991. O chanceler garantiu que a balança comercial entre Argentina e Brasil tende ao equilíbrio, depois de registrar-se no último ano uma diferença de quase US$1,8 bilhão, favorável ao Brasil. A observação apóia-se no aumento das exportações argentinas de automóveis, petróleo e farinha de trigo, que foram realizadas através de acordos bilaterais. O secretário de Relações Internacionais da Chancelaria, Hector Gambarotta, disse por sua vez que a Argentina procura "ficar com o mercado de cereais do Brasil". O aumento da venda de produtos do campo para o Brasil e outros destinos não especificados seria o coração da estratégia do governo argentino frente à eventualidade de um fracasso das negociações no GATT para reduzir os subsídios agrícolas dos países do norte (JC).