AMÉRICA LATINA ATRAI INVESTIDOR DOS EUA

A América Latina aparece como a região mais promissora para os investimentos norte-americanos diretos na década de 90, revertendo-se a tendência dominante das últimos duas décadas, quando o potencial da região foi frequentemente subestimado ou ignorado. Dados divulgados pelo Departamento de Comércio dos EUA registram um crescimento de 11,1% no volume de investimentos diretos (de companhias multinacionais em suas subsidiárias) nas Américas Central (exceto o Caribe) e do Sul apenas durante 1992, mas o início dessa tendência pôde ser observado em 1987, como resultado da abertura de mercados na América Latina. Junto com o México, o Panamá e a Venezuela, o Brasil é um dos maiores beneficiários desse renovado interesse dos capitais norte-americanos na região. Em 1987, o total de investimentos diretos ascendia a US$33,4 bilhões; no ano passado, chegou a US$52,7 bilhões. O Brasil, sozinho, absorveu US$13,3 bilhões. Países asiáticos, em especial Malásia, Indonésia e Tailândia, experimentaram um crescimento médio de 10% ao ano, entre 1987 e 1992, dos investimentos de multinacionais dos EUA, devido à mão-de-obra barata e qualificada e ao crescimento de seu mercado consumidor. A Europa, tradicionalmente um ímã para as empresas norte-americanas, viu uma expansão de apenas 1,5% dos investimentos. Entre os fatores que pesaram, neste caso, encontram-se a prolongada recessão e o fortalecimento do dólar perante as moedas européias. Na África, os investimentos de multinacionais norte-americanas caíram de US$4,4 bilhões em 1991 para US$3,5 bilhões em 1992, em função da falta de infra-estrutura e da instabilidade política. Só as empresas petrolíferas tendem a permanecer no continente africano (JB).