A Casa de Detenção de São Paulo voltou a ter ontem um dia tumultuado. Cerca de dois mil presos dos pavilhões 5, 7 e 8 ocuparam o pátio e o campo de futebol em protesto contra o espancamento de 15 detentos por oito agentes penitenciários na noite do último dia 10. Os presos exigem o afastamento de 23 funcionários considerados "linha dura" e que estariam envolvidos no massacre de 111 detentos em outubro do ano passado. O juiz corregedor Luiz Augusto San Juan França pediu a abertura de sindicância administrativa para apurar o excesso de violência por parte dos funcionários e o envolvimento dos agentes penitenciários no massacre. Os 15 presos espancados foram transferidos para o hospital penitenciário. De acordo com o diretor do presídio do Carandiru, Willo Rogério Jesus, a confusão do dia 10 começou quando numa revista de rotina no pavilhão 5 foram apreendidos cerca de 50 estiletes e facas improvisadas, além de bebidas alcoólicas. Os 15 presidiários ameaçaram atacar os agentes carcerários e foram duramente espancados (O Globo).