O ex-presidente Fernando Collor de Mello e o ex-ministro das Relações Exteriores do governo Sarney, Roberto de Abreu Sodré, foram condenados a devolver aos cofres públicos a quantia gasta pelo ex-presidente e sua comitiva em viagem por nove países em janeiro de 1990, dois meses antes da posse de Collor. O valor atualizado das despesas é de CR$12,1 milhões (US$156 mil). Na sentença, a juíza da 4a. Vara da Justiça Federal em Brasília (DF), Selene Maria de Almeida, observou que, como presidente eleito, Collor fez uma "visita de cortesia" a chefes de Estado e não executou uma política externa. As despesas, portanto, não deveriam ter sido pagas pela União. É a primeira condenação judicial de Collor. Seus advogados recorreram da sentença ao Tribunal Regional Federal (TRF). O ex-presidente afirmou ontem que vai abandonar a política. "Não tenho mais estímulo. Cheguei ao mais alto posto pleiteado por um político", disse referindo-se ao cargo do qual foi afastado em 1992. Collor ainda contesta as acusações de corrupção e afirma que se tiver sua prisão preventiva decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) não agirá como Paulo César Farias, o PC, seu ex-tesoureiro de campanha: "Aqui é o meu lugar", afirmou (O ESP) (FSP).