Uma empresa fantasma ganhou a concorrência pública de pelo menos cinco prefeituras da região metropolitana de Minas Gerais para o transporte e distribuição de 140 toneladas de feijão do governo federal destinadas ao Programa Nacional de Combate à Fome. A polícia acredita que parte da carga transportada pela firma Formase-- de dois cerealistas do CEASA de Minas Gerais-- tenha sido desviada. O delegado de Ribeirão das Neves, Maurício Monducci, afirmou que a empresa causou um prejuízo de aproximadamente CR$1 milhão aos cofres públicos, além de suspeitar que as prefeituras tenham colaborado com a fraude. O ministro do Bem-Estar Social, Jutahy Magalhães, disse que as prefeituras ou os governos estaduais que assinaram convênios com o ministério são responsáveis pelo cadastramento das entidades filantrópicas e assistenciais que estão recebendo as últimas das 100 mil toneladas de feijão dos estoques federais, destinadas a atender a 25 milhões de pessoas carentes. Jutahy disse que denúncias de entidades assistenciais fantasmas ou "de fachada" recebendo e vendendo sacas de feijão do programa iniciado em fevereiro deste ano serão encaminhadas ao Ministério Público e ao Ministério do Exército, que fiscaliza a entraga das sacas (O Globo).