Um dos principais objetivos do Programa Nacional de Desestatização (PND), que é a aplicação dos recursos em programas de ciência e tecnologia, saúde, segurança pública e meio ambiente, não foi atingido porque não houve arrecadação líquida de moeda corrente. Até 31 de dezembro de 1992, o PND gastou US$1,2 bilhão em moeda corrente e absorveu dívidas líquidas equivalentes a US$3,2 bilhões, valores estes custeados pelo Tesouro Nacional. Os custos do PND entre 1990 e 1992 foram de US$52,8 milhões, dos quais US$36 milhões foram pagos aos consultores e auditores, e o restante gasto com propaganda e publicidade, passagens, diárias e outros custos administrativos. Os valores arrecadados com o programa em moeda corrente (cruzeiros e cruzados novos) atingiram US$51,6 milhões, insuficientes para custear as despesas administrativas do processo de privatização. A conclusão é de um grupo de trabalho formado por membros dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento (O ESP).