AGENDA BRASIL DEFINE SETE MEDIDAS

As discussões em torno da chamada "Agenda Brasil"-- tentativa do governo, empresários e trabalhadores de adotar medidas de combate à inflação e retomada do crescimento econômico-- começaram ontem a surtir os seus primeiros resultados. Sete medidas, que ainda não tratam dos temas mais polêmicos, foram anunciadas para execução a curto prazo. Sem a participação da CUT, representantes dos três segmentos decidiram começar por ações consideradas de mais fácil execução. As medidas são: 1) Abertura de espaço para micro e pequenas empresas na lista de fornecedores de bens e serviços às empresas estatais federais. Objetivo: gerar empregos. 2) Realização de ampla campanha pela exigência da nota fiscal. Objetivo: evitar a sonegação de impostos. 3) Envio de projeto de lei que obrigue as empresas fornecer aos sindicatos de trabalhadores as guias de recolhimento em favor da Previdência Social. 4) Envio de extratos trimestrais do FGTS à casa do trabalhador. 5) Criação de guia de recolhimento da Receita Federal específica para depósitos judiciais. 6) Dobrar o número de empresas no Programa de Alimentação do Trabalhador, hoje 42 mil. 7) Fixação de norma para reajuste de tarifas e preços públicos, sem atrelar à inflação e levando em conta o aumento de custo (FSP).