O governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury (PMDB), assinou ontem os 52 contratos do "Projeto Tietê", que prevê obras de despoluição dos rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí. Centrada no saneamento básico, a despoluição dos rios será realizada em três etapas. Na primeira, a construção de duas novas estações de tratamento vai diminuir a quantidade de esgoto residencial despejado nos rios, que responde por 70% da poluição. Até 1994, a meta é obter 50% de despoluição. Em 1996, a recuperação deve estar em 75%. A despoluição total seria em 2005. A primeira etapa da obra, estimada em US$900 milhões, está sendo financiada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que repassou US$450 milhões para o projeto. A segunda etapa será financiada pelo BID e pelo The Overseas Economic Cooperation Fund, agente financeiro do governo do Japão, que financiará US$400 milhões. O projeto também prevê o controle da poluição industrial. Das 40 mil indústrias instaladas na região metropolitana, 1.250 são responsáveis por 50% da poluição inorgânica lançada na bacia do rio Tietê. A meta final do projeto é controlar a poluição industrial até o final do ano que vem. O plano de despoluição industrial tem um custo estimado em US$500 milhões, metade desse dinheiro será repassada aos empresários pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Segundo o governador, as obras vão gerar 80 mil empregos na região metropolitana (FSP) (O ESP).