A data-limite de 30 de novembro para o Brasil fechar a negociação de sua dívida externa com os bancos credores privados internacionais poderá ser postergada mediante um pedido de "waiver" (dispensa) por parte do Brasil. Esta é a alternativa que tem o governo caso não consiga acertar até lá um acordo do tipo "stand-by" com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Este é o segundo "waiver" pedido pelo Brasil aos credores privados. Na semana passada, foi formalizado o primeiro "waiver": diante da queda da dívida externa a ser substituída por novos papéis, em cálculos mais recentes, as garantias exigidas recuaram de US$3,2 bilhões para US$2,8 bilhões. "Há waivers que podem ser dados sem maiores dificuldades e que podem levar o acordo com os bancos mais para a frente, para dezembro ou janeiro", explicou o diretor da área internacional do Banco Central, José Roberto Novaes de Almeida (GM).