PACOTE ARGENTINO DEVERÁ PREJUDICAR A INTEGRAÇÃO

As medidas econômicas que serão anunciadas amanhã pelo governo da Argentina, com o objetivo de reduzir os custos de produção do país, para torná-lo mais competitivo no mercado internacional, poderão dificultar ainda mais a integração regional pretendida pelo MERCOSUL, segundo avaliação preliminar de representantes do setor rural brasileiro. Os agricultores deverão ser os principais beneficiados do pacote de medidas, que irá procurar atingir seus objetivos através da redução de impostos. Entre as medidas a serem anunciadas, espera-se, por exemplo, a redução da alíquota do Imposto de Valor Adicional (IVA) de 10% para 6%. Também deverão ser reduzidos, até eliminados, os impostos sobre a receita bruta das vendas de produtos agropecuários. O imposto dos selos também será eliminado de todas as transações comerciais rurais. As decisões da Argentina criam um problema adicional às questões do
75179 MERCOSUL, avaliou o secretário de Agricultura de São Paulo, Roberto Rodrigues. Segundo ele, as diferenças de taxação sobre produtos agropecuários entre Brasil e Argentina ficarão ainda maiores, dificultando a harmonização necessária para o MERCOSUL. "As medidas aumentam ainda mais as diferenças de tarifas, o que será mais difícil de harmonizar", concordou o presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), Antônio Ernesto de Salvo. Além disso, acrescentou, assuntos ainda mais importantes, como políticas macro-econômicas de ambos países, continuam sem serem acertados (GM).