Está na mesa uma primeira proposta de revisão da Constituição brasileira, formulada por cerca de 50 intelectuais, juristas, sindicalistas e empresários. Ontem, em São Paulo, ela foi discutida por parlamentares de partidos contra e a favor da reforma, numa mostra do que deverá ser o debate a partir de cinco de outubro. Os formuladores da proposta-- que se reuniram ao longo dos últimos meses em discussões conduzidas pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP- - acreditam que não se deve reescrever a constituição nem tocar nos direitos individuais que ela assegura. Pretende-se apenas desatar alguns nós que estariam dificultando a condução da economia e outros que impediriam o aperfeiçoamento do sistema político, basicamente no que diz respeito à representatividade dos estados na Câmara Federal, que consideram o epicentro da vida política do país. Deverão ser apenas três a quatro meses de discussões no Congresso, cobrindo, segundo previu o senador Marco Maciel (PFL-PE), não mais do que 10% a 15% dos dispositivos (GM).