CORTE DE MOGNO ENVOLVE ÍNDIOS

O ministro do Meio Ambiente, Coutinho Jorge, anunciou ontem a apreensão de 5,4 mil toras de mogno, no Município de São Félix do Xingu (PA), extraídas irregularmente de aldeias indígenas. O ministro acusou os índios Caiapós, das aldeias Pukanum e Jubenkrok, de serem coniventes com madeireiros. A madeira, depois de beneficiada, seria levada para o exterior onde poderia ser vendida por US$120 milhões (CR$9 bilhões). As duas madeireiras-- Ferreira Madeiras e Desmatamento Ltda., com sede em Redenção, e a Comercial Importadora e Exportadora Panassollo Ltda. (Coimpas), de Belém--, foram multadas em CR$58 milhões e CR$6,5 milhões pelo IBAMA. O Ministério do Meio Ambiente suspeita que funcionários da FUNAI estejam envolvidos no comércio ilegal de madeira em reservas indígenas. Para evitar novas ocorrências, o governo deve publicar hoje no "Diário Oficial" da União portaria estabelecendo programa conjunto de ação com os Ministérios da Justiça, Meio Ambiente e das Minas e Energia. O objetivo é fiscalizar e controlar o meio ambiente e os recursos naturais em terras indígenas situadas na Amazônia Legal (JC) (FSP).