O sistema penitenciário só funciona para a camada miserável da população: dos 126.152 presos em todo o país, 95% vivem em absoluta pobreza. Essa foi uma das constatações do primeiro censo penitenciário, realizado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça entre janeiro de 1992 e abril deste ano. Além de pobre, o típico preso brasileiro é homem, negro e analfabeto ou semi-analfabeto, tem menos de 25 anos e não tinha trabalho fixo antes de cometer o crime. A população carcerária é formada por 97% de homens, dos quais 68% têm menos de 25 anos. Cerca de dois terços dos presos são negros ou mulatos e 98% não podem pagar advogado (JB).