O governo federal terá que destruir três mil toneladas de alimentos deteriorados que estão estocados em armazéns. O levantamento foi feito pelo Banco do Brasil e pela Conab, responsáveis pela fiscalização dos armazéns. Ontem a Divisão Técnica de Vigilância Sanitária do Escritório Regional de Araçatuba confirmou que cerca de 11 toneladas de feijão, das 14,1 enviadas para Birigui, em São Paulo, dentro do Programa de Combate à Fome, estão impróprias para consumo. A prefeitura local gastará CR$42 mil para transportar o feijão do interior de Santa Catarina até a cidade, onde 1.500 famílias carentes, instituições de caridade e operários da Prefeitura estavam à espera do feijão. Em audiência ontem com o presidente Itamar Franco, no Palácio do Planalto, o ministro da Agricultura, Barros Munhoz, apresentou um relatório sobre as 37 toneladas de feijão que foram enterradas pela Companhia de Armazenamento e Silos do Estado de Goiás no Município de Cristalina, em Goiás. Segundo o ministro, desde o ano passado o feijão já estava estragado e tinha que ser destruído. Munhoz afirmou que o governo já tomou providências para que os armazéns evitem a deterioração dos alimentos estocados (O Globo) (JB) (JC) (O ESP) (FSP).