Não existe uma tabela. O preço pode variar entre uma caixa de cerveja, um
75091 bom almoço ou Cr$1 milhão (mil cruzeiros reais a partir de hoje). Mas não
75091 é difícil conseguir que integrantes de grupos de extermínio eliminem um menor de rua até de graça". Quem afirma isso são ex-policiais, hoje seguranças particulares, excluídos do 5o. BPM e do 13o. BPM do Rio de Janeiro. Segundo eles, pode-se matar como um "favor" ou "para limpar a área". E a execução sumária de outras pessoas-- como a chacina dos oito menores de rua da Candelária-- pode ser encomendada por qualquer um que se sinta incomodado com a sua presença: comerciantes, bicheiros ou os próprios matadores. As suspeitas da existência de um grupo de extermínio que atua no centro do Rio de Janeiro são tão fortes que o secretário de Polícia Civil, Nilo Batista, determinou a todos os delegados responsáveis pelos inquéritos sobre crimes ocorridos nesta área que façam um minucioso levantamento dos assassinatos e desaparecimentos envolvendo a população marginalizada de rua: crianças, adolescentes, mendigos, prostitutas, travestis e camelôs. O objetivo é ver se esses crimes têm alguma relação entre si e são peças do mesma quebra-cabeça. Na cúpula das Polícias Civil e Militar, há a suspeita de que o massacre da Candelária possa estar relacionado a um grupo de exterminadores que controla a segurança de hotéis e boates do centro da cidade e que também estaria envolvido com tráfico de drogas e prostituição. O grupo estaria sendo subvencionado por comerciantes para liquidar as pessoas indesejadas (O Globo).