Se as centrais sindicais não aceitarem negociar um índice abaixo dos 100% da inflação passada, o governo poderá deixar esgotar-se o prazo para vetar a lei salarial, transferindo ao Congresso a responsabilidade de promulgá-la e, consequentemente, o ônus político de sua aplicação. A hipótese foi levantada pelo ministro do Trabalho, Walter Barelli, ontem, logo depois de se reunir com Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, diretor da Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Barelli já se reuniu com os presidentes da Central Geral dos Trabalhores (CGT), Francisco Canindé Pegado, e da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Antônio Neto, obtendo destes a disposição para negociar um índice menor (O Globo).