Três mese após ter sido iniciado, o programa de combate à miséria e à fome volta ao debate, a reboque das negociações da política salarial. Esta nova ofensiva en torno de um velho objetivo-- baratear os preços dos alimentos-- pode esbarrar nas dificuldades tradicionais que o país enfrenta ao pôr em prática idéias geradas nos gabinetes. Para se ter um exemplo do emaranhado burocrático, mesmo com o governo conferindo prioridade ao programa conduzido pelo sociólogo Herbert de Souza, diretor- executivo do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), só em agosto começarão a ser negociadas com os estados as transferências dos recursos reservados desde março para atender crianças desnutridas (JB).