A primeira reunião de técnicos dos quatro países do MERCOSUL para analisar as salvaguardas impostas pela Argentina para produtos têxteis e papelão aconteceu no último dia 21, mas não foi conclusiva. Do encontro, realizado em Buenos Aires, participaram funcionários de segundo escalão e ficou decidido que no próximo dia 27 será lavrada uma ata de apoio ou de repúdio à medida. Desde março, quando o governo de Buenos Aires impôs cotas ao setor de papel e papelão, depois estendido para confecções de algodão, lã e mesclas, o Brasil vem tentando negociar uma saída que não prejudique a indústria nacional. As alternativas vêm sendo analisadas dentro das cláusulas do Tratado de Assunção, que permite a adoção de salvaguardas. Logo depois do anúncio das cotas (que limita, no caso dos têxteis, as importações a 20% da demanda aparente) foi registrada uma alta nos preços dos produtos na Argentina. No caso do papelão, houve um crescimento de 10% nos preços (GM).