O presidente do Lloyds Bank (Inglaterra), Jeremy Morse, afirmou ontem que os principais credores privados do Brasil não montaram nem pretendem montar uma frente única destinada a tratar o Brasil com especial dureza na próxima rodada de negociações da dívida externa do país. Ele descartou a hipótese de um confronto entre devedores e credores, lamentando que no Brasil se fale em moratória, pois "esta é uma palavra que não combina com o Brasil". "Talvez com economias menores, que tenham peso relativo na comunidade financeira internacional". Para ele, "uma moratória unilateral declarada pelo Brasil teria efeitos dramáticos sobre um grande número de instituições". O banqueiro inglês disse, ainda, que "é difícil aceitar a idéia de que o país poderá conseguir o que pretende (por exemplo, dinheiro novo) sem que tenha sua economia supervisionada pelo FMI (Fundo Monetário InternacionaL)". Para ele, a nova rodada de negociações com os bancos internacionais será "naturalmente mais árdua" em função do fracasso do Plano Cruzado (GM).