A vida pode custar menos de dois salários-mínimos em Alagoas. Uma suposta quadrilha de pistoleiros civis e militares é acusada de assassinar 59 pessoas, cobrando Cr$8 milhões por crime. Essa é a acusação que pesa contra quatro civis e 16 policiais militares, apontados como pistoleiros em iquéritos reabertos pela Justiça alagoana durante a última semana. A polícia só chegou à chamada "gangue da pistolagem" nos últimos 10 dias, depois que um adolescente decidiu dar as primeiras pistas para a investigação. Dos 20 acusados de pertencer à quadrilha, apenas os quatro civis e seis PMs haviam sido presos até ontem. Todos os acusados estão com prisão preventiva decretada pela Justiça. O prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa (PSB), passou a usar ontem um carro blindado, comprado pela prefeitura por US$60 mil, como reforço em sua segurança pessoal. A aquisição do carro foi recomendada pela Polícia Federal. Há 36 dias Lessa só se locomove com a escolta de três agentes da PF, porque estaria ameaçado pela "gangue da pistolagem" (FSP).