ARGENTINA APRESSA AÇÃO NO MERCOSUL

Discretamente, o governo da Argentina resolveu dar impulso a algumas iniciativas que podem vir a acelerar a implantação do MERCOSUL. Nas últimas semanas, por exemplo, informou (por escrito) ao governo do Brasil que aceita a proposta de colocar em vigor, no curto prazo, uma política cambial comum. Sugeriu também que o MERCOSUL comece a estudar medidas comuns mais amplas, como acordo de garantia de investimentos, de defesa do consumidor e de proteção ambiental. "O que estamos fazendo é olhar o MERCOSUL como a base para a integração hemisférica", argumenta Fernando Petrella, vice-chanceler argentino. "O MERCOSUL é nossa base negocial para o futuro, o que inclui a perspectiva oferecida pelo Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), até porque ele é realidade e o NAFTA ainda é um projeto", acrescentou. Hector Gambarotta, secretário de Relações Econômicas Internacionais, da chancelaria argentina, observa que os problemas comerciais existentes entre a Argentina e o Brasil, atualmente, são pequenos demais para atrapalhar as relações e, sobretudo, são
74965 perfeitamente administráveis. Na verdade, o que estamos fazendo, em casos
74965 assim, é apenas a administração das tensões de um processo de
74965 integração como esse (GM).