NOVOS MERCADOS PARA A MADEIRA BRASILEIRA

A redução da oferta de madeira no Sudeste asiático e EUA, devido a pressões ambientalistas, está propiciando aos produtores brasileiros a ocupação de um espaço maior dentro do mercado mundial. Países que até recentemente mostravam pouco interesse pela madeira nacional, como Cingapura, Coréia, Taiwan e Japão já estão neste ano fechando contratos de compra, em alguns casos ainda experimentais com o Brasil. A China também estuda a compra de madeiras brasileiras, e os EUA, já clientes, têm intensificado seus pedidos. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, a previsão de exportações do setor (incluindo carvão vegetal), neste ano, chega a US$689 milhões, ante US$575,7 milhões e US$442 milhões, em 1992 e 1991, respectivamente. As exportações brasileiras de madeiras tropicais serradas, compensadas e laminadas, com saídas do Pará, cresceram 26% entre 1990 e 1992. Segundo a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (Aimex), foram exportados 586,4 mil metros cúbicos de madeira em 1992, ante 464,8 mil em 1990. Os principais compradores foram os países do Norte da Europa, Caribe, Inglaterra, EUA e Portugal. O carro-chefe tem sido o mogno. No ano passado, foram 116 mil metros cúbicos de mogno serrado. Em 1993, devido ao sistema de contingenciamento, as vendas deverão cair para 100 mil metros cúbicos (GM).