OPS QUER US$217 BILHÕES PARA SAÚDE NA AMÉRICA LATINA

Quanto custa recuperar o déficit dos países da América Latina e Caribe nas áreas de saúde, saneamento básico e abastecimento de água potável? Exatamente US$217 bilhões, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS). Um plano preparado pela OPAS por encomenda dos governos da região e ratificado na III Conferência de Cúpula Ibero-Americana, em Salvador (BA), na semana passada, prevê o investimento desse montante ao longo dos próximos 12 anos. O investimento corresponde anualmente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) da região, o mesmo índice que os países da América Latina e Caribe aplicavam nesses setores nas décadas de 60 e 70. Denominado "Plano Regional de Investimentos em Ambiente e Saúde (PIAS), o projeto prevê que 70% dos recursos necessários a sua execução sejam financiados pelos países participantes e 30% venham de fontes externas, como o Banco Mundial (BIRD) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A aplicação do plano está prevista para o período de 1993 a 2004. Como serão os investimentos na América Latina: -- US$217 bilhões nos próximos 12 anos. -- Do total, 53% vão para saneamento básico e abastecimento de água potável. -- 30% para serviços de saúde. -- 17% para estrutura institucional e desenvolvimento de tecnologia. -- Só no Brasil, os investimentos serão de US$70 bilhões. O quadro atual da América Latina e Caribe nas áreas de saúde e saneamento básico é o seguinte: -- 130 milhões não são abastecidos com água potável. -- 145 milhões não dispõem de redes de esgoto. -- 160 milhões não têm acesso a serviços de saúde. -- 300 milhões enfrentam a contaminação da água utilizada para abastecimento. -- 100 milhões não contam com serviços de coleta de lixo. -- 130 mil crianças morrem anualmente em consequência de diarréias provocadas pela água contaminada (O ESP).