A greve dos bóias-frias da região de Ribeirão Preto (SP), a maior produtora nacional de açúcar e álcool, ampliou-se, ontem, com a adesão dos cortadores de cana de Barrinha e, segundo a Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp), já atinge cerca de 27 mil trabalhadores. A paralisação atinge sete municípios da região e, conforme os usineiros, está afetando a produção de 10 usinas e destilarias. Os bóias-frias reivindicam reposição salarial de 160%, piso salarial de Cr$22 milhões, pagamento da cana cortada em metro e não mais por toneladas e equipamentos de proteção (JC).