PF CORTA PONTO DOS GREVISTAS

Os policiais federais que não comparecerem ao serviço terão o ponto cortado, a partir de hoje. A determinação é do diretor-geral da Polícia Federal, coronel Wilson Romão, que disse ser desnecessário pedir a ilegalidade da greve. "Ela é ilegal por si só", disse. Também serão abertas sindicâncias para apurar a "encenação" de policiais colocando armas e coletes no chão. Romão disse que caso o movimento grevista não tenha perspectiva de se encerrar logo, vai firmar convênios com os governos estaduais para emitir passaportes. As fronteiras poderão receber fiscalização do Exército. Romão suspendeu também a realização de concurso para a contratação de delegados e agentes para o órgão. Para Romão, sua missão na PF-- que espera acabar antes do Natal-- é a de arrumar a casa. Ele vai propor que a PF tenha um plano de cargos e salários diferenciado de todas as outras categorias funcionais, inclusive das outras polícias estaduais. Apesar de pouco mais de uma semana no cargo, Romão disse já ter um diagnóstico da PF: "Está numa situação de extrema penúria". Segundo ele, é impraticável ter uma polícia em que agentes tenham de comprar balas, com seu próprio dinheiro, para fazer treinamentos. "Se alguém pode resolver isso sou eu. Eu tenho canal aberto para discutir tudo com o ministro da Justiça e com o próprio presidente Itamar", prometeu Romão (FSP) (O Globo).