A greve dos 6,8 mil portuários paralisou ontem as atividades nas docas de Santos (SP). Sem a ajuda dos operários portuários na carga e descarga dos navios, os 4 mil estivadores que não entraram em greve tiveram de ficar parados. Os únicos funcionários da CODESP (Companhia Docas do Estado de São Paulo) que trabalharam foram os da área administrativa. O presidente da CODESP, Hélio Nascimento , encaminhou o pedido de julgamento sobre a legalidade do movimento ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) ainda ontem e aguarda uma resposta para hoje. A CODESP, segundo ele, deixou de arrecadar em tarifas portuárias Cz$10 milhões. Os trabalhadores reivindicam uma reposição salarial de Cz$3 mil para os operários e de Cz$4,5 mil para os motoristas de guindastes, rejeitando a proposta aceita nos demais portos do país, que prevê uma antecipação salarial de 16% em janeiro e a aplicação do gatilho salarial em fevereiro (GM).