Em seu primeiro ano de cooperação com o MERCOSUL, a Comunidade Econômica Européia (CEE) está propondo transferir experiência em mais de uma área, que engloba reconversão industrial, infra-estrutura em transportes, políticas de desenvolvimento industrial e fundos de desenvolvimento regional. A cooperação técnica entre os dois blocos já abrange agricultura, alfândega e normas técnicas. A proposta européia de ampliar o relacionamento com o MERCOSUL nesta fase de transição-- até 1o. de janeiro de 1995--, o que se dá por meio de um acordo interinstitucional firmado em maio do ano passado, foi formulada no último dia sete, em Assunção (Paraguai), na terceira reunião do comitê consultivo conjunto. As atividades de cooperação-- intercâmbio de técnicos e estudos-- recebem uma verba de US$20 milhões da CEE (a fundo perdido), dos quais US$300 mil, a cada semestre, são destinados ao país que fica com a secretaria temporária do MERCOSUL. Neste momento é o Uruguai que responde pela coordenação dos trabalhos. Os funcionários da CEE estão satisfeitos com a evolução do MERCOSUL, segundo relato de Patrícia Llombart, encarregada das relações entre as duas instituições. Um dado importante para avaliar o desempenho do novo bloco em formação, é o aumento das importações de bens de capital por parte de empresários brasileiros, inclusive de produtos provenientes do mercado europeu. Isso significa, na opinião de Leonello Gabrici, da delegação européia em Brasília, modernização do parque industrial e aumento do comércio intra-MERCOSUL, que duplicou de 1991 para o ano passado. As vendas da CEE para o MERCOSUL também aumentaram um pouco, passando de US$8,23 bilhões em 1991 para US$8,29 bilhões em 1992. As impostações da CEE provenientes do MERCOSUL, entretanto, reduziram-se de US$18,5 bilhões para US$15,7 bilhões no período analisado, uma queda de 15,28% (GM).