POLICIAIS FEDERAIS ENTRAM EM GREVE

Os 7.200 funcionários da Polícia Federal em todo o país-- 4.200 de carreira (agentes e escrivãos) e 3.000 administrativos-- entram em greve hoje por tempo indeterminado. Com a greve, só devem funcionar os serviços essenciais, com 30% do efetivo. A caça a Paulo César Farias, o PC, e a segurança da III Conferência Ibero-Americana não serão prejudicados. As fronteiras ficarão sem fiscalização e mandados de prisão e entrega de intimações deixarão de ser cumpridas. Os delegados não aderiram à greve. A não-adesão dos delegados mostrou uma divisão entre os policiais federais. "Nossa greve não é política. Queremos a reestruturação da PF e um plano de cargos e salários", afirmou o presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), Francisco Garisto, referindo- se ao movimento dos delegados pela saída do diretor-geral Wilson Romão. O coronel Romão disse que não aceita permanecer no cargo apenas com funções administrativas. "Negativo. Eu não sou rainha da Inglaterra", afirmou ao ser perguntado se concordaria em dividir o compando da PF com um delegado. A greve só será interrompida se o governo decidir aprovar o plano de carreira dos policiais que, entre outras mudanças, propõe a inclusão da proporcionalidade salarial do órgão-- ou seja, os agentes passariam a ganhar 60% do que ganham hoje os delegados (cerca de Cr$250 milhões mensais) (FSP) (JB).