ESTATAIS PODEM SER FECHADAS POR FALTA DE PRODUTIVIDADE

As empresas estatais que não cumprirem o programa de produtividade e qualidade exigido pelo governo poderão ser privatizadas ou fechadas, anunciou ontem o ministro do Planejamento, Alexis Stepanenko, após reunião com o presidente Itamar Franco e o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. Os dirigentes das estatais têm um prazo de 15 dias para apresentar planos específicos para corrigir distorções administrativas nas empresas. O Comitê de Coordenação das Estatais (CCE) aprovou o Programa de Dispêndios das empresas para 1993, com corte de US$2,5 bilhões (de US$11,7 bilhões para US$9,2 bilhões) em investimentos e novas regras para o reajuste de tarifas, que deixarão de seguir a inflação e passarão a variar de acordo com o custo das empresas. Os reajustes das tarifas e dos preços públicos só serão concedidos quando as estatais abrirem suas planilhas de custo e provarem a necessidade do aumento. O perfil das empresas estatais é o seguinte: -- Total: 159, setor produtivo (122), típicas do governo (19), setor financeiro (18). -- Número de empregados: 591.192 (exclui empresas típicas do governo). -- Folha de pagamento: US$8,4 bilhões (1992)/US$9,5 bilhões (estimativa para 1993). -- Ativo total: setor produtivo, em 31/12/92 - US$140 bilhões. -- Patrimônio líquido: US$118 bilhões, em 31/12/92. -- Faturamento: US$52 bilhões (92)/US$59 bilhões (estimativa para 93). -- Endividamento total: US$107 bilhões (em 28/02/93), sendo US$22,5 bilhões já vencidas. -- Gastos da União com estatais, nos últimos 20 anos: US$22 bilhões (O ESP) (O Globo) (FSP).